Medo de substituição divide opiniões no setor
Evolução dessas tecnologias também levanta preocupações. Em países que enfrentam escassez de trabalhadores, os robôs são frequentemente vistos como solução para manter a produtividade. Já em mercados com maior oferta de mão de obra, o avanço da automação também desperta receios relacionados à substituição de empregos.
No estudo australiano, alguns trabalhadores demonstraram preocupação com os impactos da tecnologia no futuro da profissão. “É um pouco assustador pensar nisso, porque parece que tudo está caminhando nessa direção, mas, se forem os robôs assentando tijolos, então o que eu vou fazer?”, afirmou um dos profissionais.

No Reino Unido, por exemplo, robôs assentadores de tijolos começaram a ser testados em 2025. Foi justamente em meio a uma falta histórica de profissionais na construção civil. Um relatório citado pelo jornal britânico The Sun apontou que o país precisava de pelo menos 25 mil novos pedreiros para cumprir as metas habitacionais do governo.
Automação avança, mas decisão final segue humana. Especialistas afirmam que a tendência atual aponta menos para uma substituição total dos trabalhadores e mais para um modelo híbrido, em que humanos continuam responsáveis por adaptação, acabamento e tomada de decisão, enquanto robôs assumem tarefas repetitivas, pesadas ou de alta precisão.



