O Ministério da Educação avalia aplicar duas edições do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) a partir de 2027.
O anúncio, que ainda não é definitivo, foi feito durante reunião com representantes da Associação dos Mantenedores Independentes Educadores do Ensino Superior (Amies).
O exame avalia os cursos de medicina oferecidos no país e começou a ser aplicado no ano passado. Mais de cem foram reprovados. A ideia da pasta é ampliar a aplicação do exame e, para isso, pediu apoio da Amies.
A decisão do MEC é vista como uma tentativa de impedir o andamento da proposta da “OAB da Medicina”, uma prova para que recém-formados obtenham o registro da profissão e que é defendida pelo Conselho Federal de Medicina.
O ministério defende que o Enamed, que já entrou em vigor, seja usado como exame de proficiência. Recentemente, o governo sofreu uma derrota com a aprovação de um projeto de lei no Senado que cria a prova. A matéria será analisada pela Câmara dos Deputados.
A prova, no entanto, é rejeitada pela associação que representa as instituições de ensino superior. A Amies aprova o Enamed, que já é aplicado, mas defende aperfeiçomanento nas próximas edições do exame.
O edital da segunda edição, que será aplicada em setembro deste ano, já saiu e prevê uma mudança em relação ao anterior: a aplicação do exame aos alunos do quarto ano e não apenas aos formandos.
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