O Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou neste domingo (24) a morte do homem que atirou contra agentes na esquina do complexo da Casa Branca, em Washington, na noite do sábado (23). O presidente americano, Donald Trump, estava na residência quando os disparos foram feitos, mas não foi afetado.
“Agradeço ao nosso grande Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional tomada nesta noite contra um atirador nas proximidades da Casa Branca, que tinha um histórico violento e uma possível obsessão pela estrutura mais querida do nosso país. O atirador morreu após uma troca de tiros com agentes do Serviço Secreto perto dos portões da Casa Branca”, escreveu Trump em sua conta na Truth Social.
A morte também foi confirmada pelo diretor de comunicação do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi. “Agentes do Serviço Secreto revidaram e feriram o suspeito, que foi levado para um hospital local, onde foi declarado morto”, disse. Nenhum agente ficou ferido.
Os tiros foram captados por jornalistas que faziam reportagens ao vivo de dentro da Casa Branca no momento do ocorrido. Em vídeo da correspondente da rede ABC, Selina Wang, é possível ouvir os sons dos projéteis.
A Casa Branca entrou em protocolo de lockdown, segundo a imprensa local, e jornalistas trabalhando na sede do Executivo americano se abrigaram na sala de imprensa. O lockdown, ainda segundo a imprensa foi retirado logo em seguida.
Tiros teriam sido disparados na esquina das avenidas 17 e Pensilvânia, na parte norte do complexo. O diretor do FBI, Kash Patel, disse que a polícia federal estava no local apoiando o Serviço Secreto.
Uma pessoa que passava no local no momento dos tiros foi atingida, segundo o Serviço Secreto, mas não há detalhes sobre identificação da pessoa, gravidade dos ferimentos e de onde partiram os tiros que a atingiram.
O turista canadense Reid Adrian contou à agência AFP que se encontrava na área quando escutou “provavelmente de 20 a 25 barulhos que soaram como fogos de artifício, mas eram disparos, então todos começaram a correr”.
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Não se sabe a motivação do ataque. Vários veículos de imprensa americanos identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos. O homem, originário de Maryland, perto de Washington, teria histórico de transtorno mental e já era conhecido do Serviço Secreto por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões.
Em novembro do ano passado, dois soldados da Guarda Nacional foram baleados a um quarteirão de distância da Casa Branca. Como resposta, o governo Donald Trump enviou mais militares à cidade, somando-se a milhares de outros soldados que haviam sido envolvidos com o objetivo declarado de combater o crime. Uma das atingidas morreu no dia seguinte.




