Planos de saúde: teto de reajuste só beneficia 14,5% – 01/06/2026 – Painel S.A.

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Análise do Grupo All Cross aponta que a maioria dos usuários de planos de saúde no país não vai se beneficiar do teto de reajuste aprovado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O índice máximo de 5,11% foi anunciado como o menor aumento desde 2000.

Mas, segundo pesquisa da empresa, usando dados da própria ANS, o índice de usuários beneficiados será de 14,5%. São 7,7 milhões de pessoas atreladas a contratos individuais ou familiares. Os demais 85,5% (45,2 milhões de clientes) estão em acordos coletivos, em que não existe teto de reajuste.

O único ano desde o início do século que destoa dos aumentos foi 2021. Houve redução de 8,19% por causa da pandemia da Covid-19.

O Grupo All Cross faz gestão e intermediação de planos de saúde empresariais, para PMEs (pequenas e médias empresas) e por adesão.

A companhia afirma que o anúncio do teto cria uma percepção distorcida, já que os contratos coletivos (empresariais, via sindicatos ou associações e por adesão) não possuem limite de aumento. Para planos PME com até 29 beneficiários, o reajuste foi de 13,5% em média neste ano até agora. Os dados são da ANS.

“Quando a ANS divulga o reajuste, muitas pessoas acreditam que aquele percentual vale para todos os planos de saúde. Mas a realidade é diferente. A maior parte dos beneficiários está em contratos coletivos, que seguem critérios próprios de reajuste previstos contratualmente”, afirma Rogério Moreira, gerente de negócios do Grupo AllCross. “Muita gente só descobre que está em um contrato coletivo quando recebe o boleto reajustado.”

O índice de 5,11% representa a continuidade de uma tendência de queda nos reajustes dos planos individuais. O teto aprovado foi de 15,50% em 2022, reflexo da retomada pós-pandemia, quando a demanda por procedimentos represados disparou.

Nos anos seguintes, os percentuais foram de 9,63%, 6,91% e 6,06%. Enquanto isso, os planos coletivos registraram reajuste médio de 9,9% em 2026, mais que o dobro da inflação oficial, que ficou em 3,81% em fevereiro.

O setor de saúde suplementar registrou R$ 391,6 bilhões em receitas e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões em 2025, o maior resultado da série histórica. Em março de 2026, o mercado alcançou 53 milhões de contratos ativos, alta de 906 mil em um ano.


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