O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta terça-feira (26) que os países da região não servirão mais de escudo para as bases americanas, em comunicado divulgado pela televisão estatal.
“O que é certo a esse respeito é que os ponteiros do relógio não voltarão para trás, e as nações e terras da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, disse Khamenei, que não aparece em público desde que assumiu o cargo em março, em mensagem marcando o feriado do Eid al-Adha.
Ele disse que os Estados Unidos estão perdendo influência na região, “afastando-se cada vez mais de seu antigo status a cada dia que passa”.
As declarações ocorrem enquanto Irã e Estados Unidos continuam as negociações voltadas a alcançar um acordo para pôr fim à guerra que começou em 28 de fevereiro e se espalhou por toda a região.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã indicou que Teerã e Washington chegaram a entendimentos sobre muitos assuntos no âmbito de suas negociações sobre um acordo para pôr fim à guerra, mas advertiu que um acordo ainda não é iminente.
Nesta terça, os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, afirmaram que derrubaram um drone americano e dispararam contra outras aeronaves que tentavam entrar no espaço aéreo do país, sem especificar quando os incidentes ocorreram.
Em um comunicado, os Guardiões advertiram ainda “contra qualquer violação do cessar-fogo por parte do exército agressor dos Estados Unidos e considera legítimo e seguro seu direito a uma resposta recíproca”.
Nesta segunda (25), as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam o sul do Irã, em meio ao cessar-fogo e a negociações para encerrar a guerra entre os países. Segundo o Pentágono, os ataques foram preventivos com o objetivo de proteger soldados.
“Os bombardeios tiveram como alvo lançadores de mísseis e barcos que tentavam depositar minas no mar”, disse o Comando Militar Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio. “Continuamos a defender nossas tropas com ataques moderados durante o cessar-fogo em vigor”, afirmou em nota.




