O que acontece ao comer coco ralado com excesso de enxofre – 28/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (28) a suspensão de comercialização, distribuição, propaganda e uso do lote 13/25 de coco ralado da marca Casa de Mãe, após identificar excesso de dióxido de enxofre no produto.

O composto é considerado seguro quando usado dentro dos limites estabelecidos, mas o excesso pode aumentar o risco de efeitos respiratórios e gastrointestinais adversos, bem como de reações alérgicas, principalmente em pessoas com asma e alergias.

Os sintomas respiratórios que podem ocorrer são falta de ar, tosse, chiado no peito e piora de crises asmáticas. Já os sintomas gastrointestinais mais comuns são náuseas, vômito, dor abdominal e diarreia. Algumas pessoas também podem apresentar manifestações na pele, como urticária.

Em situações raras, pessoas com maior predisposição alérgica podem apresentar reações mais severas, incluindo anafilaxia. Especialistas ressaltam, porém, que esse tipo de quadro tende a ocorrer em pessoas suscetíveis, depende da quantidade ingerida e costuma estar associado a exposições maiores ou repetidas ao dióxido de carbono.

“Não é abrir o pacote e automaticamente ter uma intoxicação, mas aumenta a chance de reações adversas, motivo pelo qual o recolhimento preventivo [do produto] é importante. Intoxicações graves costumam envolver uma exposição muito maior”, afirma o toxicologista Álvaro Pulchinelli, do Grupo Fleury.

Caso uma pessoa tenha consumido coco ralado do lote recolhido, a orientação é interromper o uso imediatamente e observar possíveis sintomas nas horas seguintes. Se houver falta de ar, náuseas intensas, vômitos persistentes, diarreia, urticária ou outro mal-estar importante, a recomendação é procurar atendimento médico.

O dióxido de enxofre apareceu no coco ralado da Casa de Mãe em concentração de 826 mg/kg, muito acima do limite máximo permitido pela legislação brasileira, de 200 mg/kg. A substância é um aditivo utilizado pela indústria alimentícia como conservante e antioxidante, especialmente em produtos desidratados, como frutas secas e coco ralado.

A alergista e imunologista Seme Silva Leitão, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, afirma que merecem atenção especial pacientes com asma moderada ou grave, além de pessoas que já tiveram reações após consumir alimentos com sulfitos —conservantes do mesmo grupo químico do dióxido de enxofre, presentes em itens industrializados, frutas secas e bebidas como vinho.

Segundo Pulchinelli, o tratamento depende do quadro apresentado e pode incluir medicações para controlar reações alérgicas e suporte respiratório em pessoas com sintomas pulmonares. Diz, ainda, que não é recomendado recorrer à automedicação.

“Se houver sintomas após a exposição, o mais prudente é procurar avaliação médica para definir a gravidade do quadro e o tratamento adequado”, orienta.

COMO SABER SE UM PRODUTO ESTÁ IRREGULAR NA ANVISA?

A agência tem uma ferramenta de consulta para que usuários possam verificar se determinada marca está com irregularidades. Para acessá-la, é preciso:

  1. Entrar no site https://consultas.anvisa.gov.br/;
  2. Clicar no ícone “Produtos Irregulares”;
  3. Pesquisar o nome da marca, o tipo de produto ou a data de publicação da medida;
  4. Clicar em “Consultar” e verificar as informações.



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