A PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) criou um comitê de governança em inteligência artificial para estabelecer diretrizes sobre o uso da tecnologia na instituição.
O anúncio foi feito durante a Semana de Letramento em IA, realizada no campus Monte Alegre, na zona oeste de São Paulo. As diretrizes devem contemplar temas como ética, integridade acadêmica, proteção de dados, transparência e inovação no ensino.
Para o reitor Vidal Serrano Júnior, a criação do comitê responde ao avanço acelerado da tecnologia. Ele afirma que a inteligência artificial pode ampliar a produção de conhecimento, mas também comprometer a formação se usada de forma inadequada.
Segundo a universidade, o comitê deve se apoiar em referências internacionais, incluindo documentos e recomendações da Unesco sobre ética em inteligência artificial, e terá como função elaborar orientações destinadas a estudantes e docentes.
O colegiado será presidido pela professora Lucia Santaella, que afirma que o maior desafio está nos efeitos da IA sobre a experiência humana. Segundo ela, a velocidade do avanço tecnológico produz consequências que ainda estão sendo compreendidas e que exigem análise cuidadosa.
Além da PUC-SP, outras universidades do país já começaram a discutir o uso de IA em sala de aula. Em março, a Folha mostrou que USP, Unicamp e Unesp já têm protocolos para essas ferramentas. Em geral, professor e aluno combinam como usar a tecnologia, e o uso precisa ser informado nos trabalhos, com o nome do modelo e os comandos usados.
A instituição diz que a proposta vai além de normas internas e inclui debate sobre os impactos da tecnologia.




